Plágio é apresentar como seu um texto, uma ideia ou um resultado produzido por outra pessoa, sem indicar a origem. Ele não se limita à cópia de parágrafos inteiros: pode aparecer de formas mais discretas, e algumas delas acontecem por descuido. Conhecer os tipos de plágio ajuda a reconhecê-los no próprio texto antes da entrega.
Plágio direto ou literal
É a cópia de um trecho, palavra por palavra, sem aspas e sem fonte. É o tipo mais conhecido e o mais fácil de identificar. Também entra aqui o caso mais grave: entregar como próprio um trabalho inteiro escrito por outra pessoa, seja ele copiado, emprestado ou comprado.
Plágio mosaico
Também chamado de colcha de retalhos, consiste em combinar frases e trechos de várias fontes, com pequenas alterações, para formar um texto que parece novo. Cada parte isolada pode parecer inofensiva, mas o conjunto não tem nenhuma contribuição própria e nenhuma das fontes é citada.
Paráfrase sem citação
É reescrever a ideia de um autor com outras palavras e não indicar de onde ela veio. Mesmo que a redação seja totalmente nova, a ideia continua sendo de outra pessoa. A versão mais comum é a troca de palavras por sinônimos mantendo a estrutura do original.
Autoplágio
É reaproveitar, sem indicação, trechos de um trabalho seu que já foi entregue ou publicado, apresentando-os como inéditos. Parece estranho falar em plágio do próprio texto, mas o problema é a falta de transparência: o professor ou a revista espera um trabalho novo. A solução é citar o trabalho anterior e confirmar se o reaproveitamento é permitido.
Plágio por tradução
É traduzir um texto escrito em outra língua e apresentá-lo como próprio. A tradução não muda a autoria: um artigo em inglês traduzido para o português continua sendo do seu autor e precisa ser citado. Quando você traduz uma citação direta por conta própria, a ABNT recomenda indicar isso com a expressão “tradução nossa”.
Plágio de ideias
É usar a hipótese, o argumento, a estrutura de raciocínio ou os resultados de outro pesquisador sem dar o crédito, mesmo sem copiar nenhuma frase. É o tipo mais difícil de perceber, mas é levado muito a sério na pesquisa científica.
O que não é plágio
- Citações diretas com aspas ou recuo e com a fonte indicada.
- Paráfrases feitas com as suas palavras e com a fonte indicada.
- Informações de conhecimento geral, como datas históricas conhecidas.
- Expressões comuns, termos técnicos e nomes de leis ou conceitos.
Por isso, uma coincidência apontada por um verificador não é automaticamente plágio. O verificador de plágio desta página ajuda a encontrar principalmente o plágio literal e o mosaico, porque compara o texto com páginas da web e mostra os trechos parecidos e as suas fontes. Já o plágio por tradução, o de ideias e o autoplágio de trabalhos não publicados dificilmente aparecem em uma verificação automática. Nenhuma ferramenta substitui o cuidado de quem escreve nem o julgamento do professor.
Consequências
No ambiente acadêmico, as consequências variam conforme a gravidade e as regras de cada instituição: refazer o trabalho, nota zero, reprovação na disciplina, rejeição do TCC, da dissertação ou do artigo e processos disciplinares previstos no regimento. Em casos graves, um título já concedido pode ser revisto.
O plágio também pode ter consequências legais. No Brasil, os direitos autorais são regulados pela Lei nº 9.610/1998, e a violação de direito autoral é crime previsto no artigo 184 do Código Penal. A mesma lei permite citar trechos de obras para fins de estudo, crítica ou polêmica, desde que se indiquem o nome do autor e a origem da obra, e é por isso que a citação correta protege quem escreve. As ideias em si não são protegidas pela lei de direitos autorais, mas apropriar-se delas sem crédito continua sendo plágio do ponto de vista acadêmico.